|
A
Estação Ecológica Juréia - Itatins, área representativa
de diversos ecossistemas destinada a realização
de pesquisas científicas, proteção ambiental
e educação ambiental.
Abriga
cerca de 80.000 ha de Mata Atlântica e ecossistemas
associados, tais como, restingas, maguezais,
banhados, praias e costões rochosos, reunindo
uma fauna rica e diversificada com vários
espécimes ameaçados de extinção, tais como
tucanos, antas, onça pintada, mono carvoeiro,
papagaio chauá e jacutingas.
É
parte importante da Reserva da Biosfera Mundial.
Tem ainda em seu território parte das Áreas
de Proteção Ambiental - APA do Parque Estadual
da Serra do Mar, APA Cananéia-Iguape-Peruibe
e Área de reserva e Interesse ecológico das
ilhas da Queimada Grande e Queimada Pequena.
Em
tupi-guarani, Juréia e Itatins significam
respectivamente 'ponta saliente' e 'nariz
de pedra', o que traduz com fidelidade o aspecto
dessas duas formações. O maciço da Juréia
é circundado pela planície costeira, enquanto
que a serra dos Itatins apresenta afloramento
rochoso com mais de 1.000 m de altitude. Bastante
diversificada, a cobertura vegetal da área
é formada de floresta densa de Mata Atlântica
e ecossistemas associados. Rios de águas claras
- como o Verde, o Guaraú, o Itinguçu e o Branco
- originados no alto das serras e maciços
costeiros, assim como os rios de águas pretas
- como o Una do Prelado, Una da Aldeia, Grajaúna,
Paiçaúna e o Momuna - representam a importância
da preservação desta área também como reduto
de biodiversidade aquática. A reserva se destaca
pela presença de mais de 300 espécies de aves
já catalogadas, entre elas o tucano-de-bico-verde
e a araponga. Quanto aos mamíferos, encontramos
a onça-pintada e a jaguatirica, além de ser
um dos únicos pontos do litoral em que se
encontram ovos da tartaruga-marinha-cabeçuda.
Pode-se percorrer a trilha do Imperador, aberta
por volta de 1545 por Martin Afonso de Souza,
comunicando Cananéia com São Vicente. Há também
a trilha do Arpoador, além de outras trilhas
aquáticas.
|